quarta-feira, 1 de julho de 2009

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

palavras para ninguém ler

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Novos ares de iniciam e o Banzooo ficou nas entrelinhas das memórias do meu brincar de poesia... mudá-se o calendário mas a vida continua nas suas insanidades cotidianas do faz de conta de verdades... e escrever é preciso, nem q seja num guardanapo de papel de um boteco qualquer...

Que 2009 seja uma poesia viva, e que a cada dia possamos colher nossos versos de alegria.

(...)

Vanessa Bandini

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Era...

Fracassos em floradas, flores de incógnita presença, recusam... Usam...
Adiar-se... Odiar-se... Ar –se foi... Em um Oi...
E reconhece o caminho perdido... Ido... Livro aberto nas páginas re - paginadas...
Inatas...
Natas...
Nas Atas...

Fustigou-se no celibato abade no abate... Quem bate?
Encontra-se ignorado pelo anexo do reflexo... Flexão no plano duro... Urro...
Dor da não criada criação... Ação... Ração de efeito imediato... Mato...
Afasto...
Fasto...
Nos Atos...

Conjugue-se pelo verbo julgar... Jogar... Rogar...
Por distinto além da sombra adjunta... Nas juntas... Não junta...
Despedaçadas quebras incoerentes... Inerentes... Correntes...
Rente...
Vivente...
Em ventre...

Cachola desconfigurada... Figura... Fissura... Arada...
Explícita ressalva rememorada... Morada... No nada... Não nada...
Flutua nas margens sem terra... Aterra... Enterra...
Eleva...
Erra...
Já era...

A ERA!


Luciana R.

terça-feira, 3 de junho de 2008







Não sei o que aconteceu; o mundo segue outro rumo e as pessoas mudaram seus planos. Ou não existe mais plano algum. Todos parecem tristes e cansados. Todos parecem querer estar tristes e sentir o tempo da vida, o tempo de vida nos ombros e cada vez menos querem chegar no final pelo percurso planejado. Não existe mais razão de ser, a música não encanta tanto como antes, a música nem sequer está sendo ouvida. Todos somos sobreviventes exaustos dessa vida que não queremos deixar, não nos lembramos de onde viemos (já faz tempo) e depois de agora é incerto demais. Não precisa doer não controlar tudo, não precisa se desesperar por não saber continuar, é só seguir, ficar atento a canção, não é nostálgica, nem cinza, nem triste, apenas contí[i]nua...

[Ana Clara]

"Se está escuro demais, pinte seu próprio céu!"

segunda-feira, 5 de maio de 2008

ESTADOS



Ah, o estado da brisa eloqüente em revolta de estados profundos...
Afundam em mantras cantados por vendavais deslizando entre os cabelos... Respirações lufadas... Sorrateiras... Respirações... Rés... Pira... Ações...
Reencontrar a fragrância estreme do colo aprazível, visível... Palpável...
Transparência indecifrável da magia decorrente... Corrente... Rente...

Estado de vida pós-vida, na vida vivida... Vívida...
Inescrupulosamente permanente... Existente...
Imperfeita conjuntura de seqüências... Indomáveis fluxos de exterioridade...
Árias de fados... Fadados... Dados... ESTADOS!!!

(Luciana R.)

segunda-feira, 21 de abril de 2008


Nada pode ser muito perto do real para que ninguém se revele. Revelar-se é arriscar, arriscar a não ser aceito no mundo onde tudo já está perfeitamente ajustado ao ideal. Ideal... ideal não ser como todo mundo, não sentir como os outros além (porém iguais) de você. Sentimentos de faz-de-conta fazem mais sentido. Como não conseguir se enquadrar no mesmo espaço que pela mesma mão foram criados você e os outros? Perceber que cada instante que se perde alguém, se encontra, e não saber se a dor maior é encontrar-se em sua própria essência ou perder alguém que pode ser um espelho regulado no melhor ângulo. Cada passo era como voltar no processo evolutivo. Estava cada vez mais curvado, não parecia mais aquele último da escala, ereto, com visão de crescimento e domínio. Chegara ao extremo. Não sabia mais para onde crescer. Assustava. Todo o erro talvez tenha sido andar pelas linhas tortas que Ele não escreveu. Tentar compreender todas as cores que se misturaram num sentimento insuportável de nostalgia, quase um "banzo". Mas saudade do que? Sentia. Não se lembrava. Era mais seguro lembrar daquele olhar tão cheio de esperança, saudade, que aquece nos dias frios e ameniza o desesperador calor de verão. Seu intermediador entre o Criador. Ainda era confortante estar com ele, mesmo que as palavras não te conduziam mais aos contos de fadas, sempre soavam como uma música antiga, tão cheia de vida, vida que já fora vivida. E era nessas canções que adormecia...

[Ana Clara]

sexta-feira, 4 de abril de 2008


Grande cheiro de graxa... No ar sem ar da máquina que incitada pelo pulso degradante, degrada aquilo chamado de código correspondente, de vida... E formam novos robôs aparentemente humanos, condicionados a maquinar o que diz ser pensamento. Transtorno obsessivo compulsivo, TOC forçoso a grande anomalia empresarial. E ele vai, e neste indo esquece os ideais libertários ou aparentar não encontrar nas ideologias submergidas daquilo que o tornava ser... Seja sem ver... Não ser, vc não é... O sistema abocanhou aquilo que era! Cotidianamente pensa os mesmos pensamentos, reproduz em vão encanecidos sonhos e adia as férias familiares, passeios supérfluos, tornando a ecoar ser devoto a Hefesto, mesmo sabendo que deve a nefasto. Eita solidão que acopla as máquinas, eita dia que nasce denso, e termina no breu de sua existência inexplicada, justaposta as normas que veste na cegueira de seu condicionamento e interfere ainda mesmo no direito humano a dor.
Falta tempo, falta vida, falta até mesmo a necessidade de olhar pra trás e lamentar pela estação perdida. De sentar e tomar um café quente com um pedaço de pão, que seja pão duro mesmo. Redime ao regime, engorda velho rechonchudo e mantêm airosa a senhora da alta sociedade, recebe tratamento psicológico de choque e chips de armazenamento de subsídios indispensáveis aos novos tempos, corroendo a alma improfícua, beneficiando o desenvolvimento subentendido das senhorinhas de casacos de pele de arminho e aos homenzinhos engravatados. Mas, como dizem... É o preceito meu caro, é seu regime!
Pede ordem...O caminho ao banheiro é extenso para o breve tempo... Tempo... Que vocábulo estranho e sem sentido para aquele que não o sente passar... Ele quem cruza intrometidamente e leva aquilo que temos de valor, que conquistamos... Mas será que existiu tempo de conquistar algo valoroso?!? Tempo... tsc, tsc...
Os espectros da noite seguem acompanhando-o ao rumo de casa, sorrateiros, chistosos ao seu estado submisso, sorte sobrarem fantasmas ainda... O transito enlouquecido por pessoas alienadas, freguesas a insanidade que concebe diariamente. O relógio laborando incessadamente, ponteiros contornando infindáveis, voltas e mais voltas sobre sua roda viva igualitária. Ciclo de subordinação, Mercedes e Citroëns ao lado de sua Barra Forte... Seguiam majestosos ao teatro, provavelmente assistiriam alguma opereta de qualquer compositor morto, pranteariam (não sabia ao certo se choravam por nada entender), desfilariam modelos clássicos... Engraçado, a opereta do operário, quem havia de escutar?
Cantou para si sua adequada composição, canção proletária, pedala e canta, canta sem sentir os pedais e freia com o braço fastidioso, um braço não mais seu... Braço do funcionamento de seu cargo... Quer gritar, chamar a atenção para si e divulgar que no cavo empoeirado do bolso não há o capital do aprazível, somente o imprescindível... Mas quem havia de o escutar na metrópole, nesta selva concreta onde o isolamento de um homem é comboiado por milhões? Pois é... Vê o pneu do carro ao lado da Barra Forte, coça a cabeça, e ri pensando: “Os parafusos foram minha função..."

[Luciana R.]